Podilê

Este blog é um diário das minhas intempéries.

sábado

Um texto para reflexão

HEDONISMO(José A. Pimentel)

«(...)Chantal Thomas aborda a idéia de que o turismo, hoje, tem sido mais uma imposição cultural do que um prazer. As pessoas aglomeram-se em filas de museus e fazem reservas com meses de antecedência para ir comer no lugar da moda, pouco desfrutando disso tudo. Como ela diz, temos solicitações culturais em demasia. É quase uma obrigação você consumir o que está em evidência. E se é uma obrigação, ainda que ligeiramente inconsciente, não é um prazer.

Complemento dizendo que as pessoas estão fazendo turismo inclusive pelos sentimentos, passando rápido demais pelas experiências amorosas, entre elas o casamento. Queremos provar um pouquinho de tudo, queremos ser felizes mediante uma novidade. O ritmo é determinado pelas tendências de comportamento, que exigem uma apreensão veloz do universo. Calma.

O prazer é mais baiano. O prazer não está em ler uma revista, mas na sensação de estar aprendendo algo. Não está em ver o filme que ganhou o Oscar, mas na emoção que ele pode lhe trazer. Não está em faturar uma garota, mas no encontro das almas. Está em tudo o que fazemos sem estar atendendo a pedidos. Está no silêncio, no espírito, está menos na mão única e mais na contramão. O prazer está em sentir. Uma obviedade que merece ser resgatada antes que a gente comece a unir o útil com o útil, deixando o agradável pra lá.»

4 Comments:

Anonymous Anônimo said...

Prima,

adorei "O prazer é mais baiano"

01 julho, 2007 23:03  
Blogger deletante said...

Ah, eu adorei o texto inteiro, bicho. Eu to com o cara e não abro: toda obrigação é um saco.

Êta mundo de "obrigados"...

02 julho, 2007 11:57  
Blogger Flores por Marcos Costa Barros said...

Falô e disse tudo.
Gostaria muito de poder pedalar com vc, mas se visitares essa comunidade do orkut, vai entender.
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=23039207
O RX é do meu joelho!!
Bjs
Seu amigo
Marcos

03 julho, 2007 17:34  
Blogger André Deak said...

Muito bom. Hoje em dia, nós hedonistas somos execrados pelos workaholics. Malditos sejam. Pega mal ficar na rede, matar o tempo, olhar o horizonte com o pé na água. Por isso eu sou a favor não do pleno emprego, mas do pleno desemprego - deixem as máquinas trabalharem. Aí todo mundo ia ver o que era bom.

03 julho, 2007 22:25  

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